Contas erradas: público na estreia de Muricy é menor que o divulgado

O São Paulo divulgou na quarta-feira que a carga de ingressos disponíveis aos torcedores para a partida contra a Ponte Preta estava esgotada. Mas, na súmula disponibilizada no site da CBF, o número de bilhetes vendidos foi de apenas 27.548. A carga, contabilizando cadeiras cativas e camarotes, era de 43 mil – o clube não divulgou quantas entradas foram colocadas à venda para a torcida (veja como foi o jogo no vídeo ao lado).
O clube alega que decidiu de última hora reduzir o número de entradas à venda em virtude do palco instalado atrás de um dos gols para a realização do show da cantora Beyoncé, marcado para domingo. A estrutura impediria que as pessoas localizadas nos setores vermelho e azul assistissem o jogo.
De acordo com a súmula, estavam à venda 31.134 ingressos, quase 12 mil a menos do que o clube divulgou anteriormente. Os tricolores dizem também que o número engloba cadeiras cativas, em que o proprietário pode comprar até momentos antes do apito inicial, e visitantes.
A diferença nos números, aliás, pegou a direção de surpresa. Tanto que a renda e o público não foram anunciados no placar eletrônico e pelo serviço de som durante o segundo tempo, como sempre acontece e como prevê o Estatuto do Torcedor.
Com a crise no Campeonato Brasileiro, o São Paulo reduziu o valor dos ingressos para atrair mais torcedores. O recorde da temporada, porém, aconteceu durante a Taça Libertadores: 57.401 pessoas viram a derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG, pelas oitavas de final.
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Placar eletrônico Muricy Ramalho (Foto: Marcos Ribolli)

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