Casa Branca: rejeição a acordo com o Irã pode levar a guerra

John Carney fala com jornalistas na Casa Branca, em Washington Foto: AP



A Casa Branca alertou nesta quarta-feira os congressistas americanos que consideram a aprovação de sanções mais fortes contra o Irã que dificultar a diplomacia pode deixar o presidente Barack Obama sem opções, a não ser o uso da força militar contra o programa nuclear iraniano.
"Os americanos não querem ir para a guerra", declarou o porta-voz da Presidência, Jay Carney, aumentando o tom da administração Obama contra os parlamentares que rejeitaram um acordo provisório com Teerã.
Carney advertiu que, se os esforços de Obama para resolver a crise nuclear iraniana diplomaticamente falharem, ou forem bloqueados, restarão ao presidente americano poucas opções, entre elas a militar.
Alguns congressistas já haviam alertado para o perigo de as novas sanções mencionadas por senadores dos dois partidos no Congresso atrapalharem as negociações de um acordo entre o Irã e os Estados Unidos.
"O povo americano, justificadamente e compreensivelmente, prefere uma solução pacífica que impeça o Irã de obter armas nucleares. Se este acordo for alcançado, haverá potencial para isso", garantiu Carney. "A alternativa seria uma ação militar", concluiu.
Na mesma linha, o porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, afirmou nesta terça-feira que o titular da pasta, John Kerry, John Kerry, acredita que seria um "erro" do Congresso impor sanções adicionais ao Irã agora. Psaki afirmou que Kerry, que vai realizar uma reunião a portas fechadas sobre o Irã no Comitê Bancário do Senado na quarta-feira, quer uma "pausa temporária" na imposição de sanções adicionais contra Teerã por parlamentares americanos.

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