Felipão critica Mourinho e admite a jornal possível volta à Europa pós-Copa

Felipão falou sobre seleção, Mourinho, Chelsea e Copa em entrevista ao jornal The Guardian


A mal-sucedida passagem pelo Chelsea há quatro anos não tirou o desejo de Luiz Felipe Scolari de comandar um time no futebol europeu. Em entrevista ao jornal inglês ''The Guardian'', publicada no site do jornal neste domingo, o treinador da seleção brasileira não descartou uma volta ao exterior após a Copa do Mundo, inclusive para a equipe londrina, na qual passou oito meses entre 2008 e 2009.
"Gostaria de ter terminado meu trabalho no Chelsea, pois tinha um projeto de passar pelo menos dois anos na Inglaterra. Saí chateado pela forma como tudo ocorreu , mas tirei partido de outras situações e hoje estou de volta à seleção.  Mas voltaria a trabalhar na Inglaterra sem problema. Mesmo o Chelsea, que é um clube espetacular", diz Scolari.
Felipão, apesar de admitir ainda um pouco de mágoa pelo fato de a direção do clube ter tomado o lado de algumas das estrelas do time que na época se rebelaram contra o brasileiro, incluindo o marfinense Didier Drogba, adota um tom bem mais diplomático do que em suas entrevistas sobre o assunto no Brasil.
Não cita os nomes dos jogadores que tramaram contra ele e rasga elogios à torcida do Chelsea, que em sua última partida no clube reclamara da atuação da equipe. "Torço pelo Chelsea e tenho um apreço muito grande pela torcida. Nunca vou esquecer a gentileza que tiveram comigo".
Mas o treinador da seleção aproveita para mais uma vez criticar o atual comandante do Chelsea, o português José Mourinho, pelas acusações de trapaça feitas contra Neymar – Mourinho disse que o atacante do Barcelona tenta enganar os árbitros cavando faltas. "O Mourinho sabe o que o Neymar pode fazer com o time dele e por isso está plantando uma ideia para jogar a população e os juízes contra o Neymar'', queixa-se Scolari.
Felipão também alfineta o português pelo pouco uso de David Luiz, que Mourinho se recusou a vender para o Barcelona na última janela de transferências e perdeu espaço desde o retorno do treinador à equipe londrina. "O David é um dos melhores zagueiros do mundo, e quem tem um deles nunca vai deixar no banco. O Mourinho é inteligente", dispara.
Ao falar sobre as chances da seleção brasileira no mundial, Felipão afirma que sua equipe pode derrotar qualquer adversário se combinar organização tática com a qualidade individual, mas diz considerar que o Brasil poderá brigar pelo título "com pelo menos outras seis equipes".
Scolari aproveita a audiência internacional para também se queixar do que vê como preconceito: as críticas à organização da Copa. "Um ano antes das Olimpíadas, Londres não teve sérios problemas (os distúrbios e depredações )?  É só o Brasil que não pode gastar dinheiro (para organizar eventos)? Vejo preconceito lá fora e isso me deixa chateado. A Copa do Mundo não vai mudar o Brasil da noite para o dia, mas é um passo que pode ajudar'', finaliza Felipão.

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