Em entrevista a Ratinho, Bolsonaro voltou a defender aglomerações de pessoas


As medidas adotadas por autoridades estaduais e municipais como o fechamento de igrejas durante a pandemia do coronavírus foram aberta e duramente criticadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nessa sexta (20), em entrevista veiculada no SBT.
"Eu acho que o pastor vai saber conduzir o seu culto. Ele vai ter consciência —o pastor, o padre —, se a igreja está muito cheia, falar alguma coisa. Ele vai decidir lá", complementou Bolsonaro, que também argumentou que a garantia de culto é um direito no Brasil. 


A declaração do presidente da República contrasta com a escalada de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil e, sobretudo, com a recomendação de sanitaristas de que a redução do contato social é medida efetiva para reduzir a contaminação. Governadores e prefeitos têm adotado medidas para restringir a circulação de pessoas.

Por exemplo, em São Paulo, Estado que concentra a maior parte dos casos do país, o governador João Doria (PSDB) recomendou que templos e igrejas na região metropolitana não realizem cultos por um período de 60 dias. 

De acordo com Doria, a orientação não significa que os templos religiosos não poderão abrir durante a crise sanitária, mas os fiéis devem tomar certos cuidados, entre eles manter distância um dos outros para evitar a propagação da doença. Por sua vez, o Ministério Público do Estado cobrou o governador e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), pelo fechamento de espaços que recebem aglomerações, entre os quais, igrejas. 

TRANSMISSÃO COMUNITÁRIA EM TODO O PAÍS

O governo declarou estado de transmissão comunitária do novo coronavírus em todo o território nacional. A portaria, assinada pelo ministro da Saúde Foi publicada nesta sexta-feira (20) em edição extra do Diário Oficial da União. 

A transmissão comunitária ocorre quando não é mais possível saber a origem da infecção. Na tarde desta sexta (20), o Ministério da Saúde anunciou que o Brasil tem 904 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, além de 11 mortes. Até esta quinta, eram 621 confirmações. Neste sábado (21), uma morte em Petrópolis elevou o total de mortos pela doença a 12. Pela primeira vez desde o início da divulgação dos dados, dois estados registram mais de 100 casos. São Paulo continua no topo, com 396 casos e 9 mortes. 

O Rio de Janeiro aparece em segundo, com 109 casos e 2 mortes. Apenas dois estados não apresentam casos: Maranhão e Roraima. Em São Paulo, nessa sexta-feira (20), foram confirmadas mais quatro mortes relacionadas a Covid-19, sendo todos da capital paulista. Os quatro pacientes tinham comorbidades e foram atendidos em hospitais da rede privada. São três homens, com idades de 70, 80 e 93 anos, e uma mulher de 83 anos. Já no Rio, o governador Wilson Witzel (PSC) informou que a Secretaria do Estado de Saúde atualizou para 109 casos confirmados do novo coronavírus. O estado também registra 1.701 casos suspeitos e 2 óbitos confirmados por Covid-19. 

‘GRIPEZINHA’

Bolsonaro evitou responder se divulgará os exames que teriam atestado negativo para o novo coronavírus. Ao final da coletiva nesta sexta-feira (20), Bolsonaro se referiu à Covid-19 como uma “gripezinha”. “Depois da facada, não vai ser uma 'gripezinha' que vai me derrubar”, disse Bolsonaro, após ser questionado se abriria publicamente os resultados dos dois exames já feitos até agora. 

O presidente também não descartou a necessidade de fazer um terceiro teste. “Posso me submeter a outro exame, de acordo com orientação médica”, afirmou. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença já infectou 209 mil pessoas e matou 8,7 mil. 

A saúde de Bolsonaro vem sendo alvo de especulação depois que pelo menos 22 pessoas que tiveram contato com o presidente durante uma viagem aos Estados Unidos e que testaram positivo para a doença. Nos últimos dias, Bolsonaro anunciou que se submeteu a dois exames e que ambos deram negativo para a covid19.
Com informações do Yahoo

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